Expandindo para Olinda

O Projeto 100% irá patrocinar a partir de fevereiro o Leituras em Conserva, um espaço de leitura e atividades educacionais que ajuda o desenvolvimento escolar de 30 crianças carentes na região de Olinda.

O projeto precisa de uma mediadora que fique responsável por abrir o espaço diariamente, e o Projeto 100% irá fornecer uma ajuda de custo R$ 200 por mês para garantir a continuidade do serviço prestado às crianças.

O Leituras em Conserva é um dos projetos da AELTC (Associação Espírita Lar Transitório de Christie), que atende 125 crianças e adolescentes. A instituição precisa de ajuda para tocar os seus vários projetos de educação infantil, inclusão digital de crianças e adolescentes e instrução para gestantes adolescentes.

Se você tem condições de ajudar, por favor faça uma doação. A conta bancária AELTC é Agência Banco do Brasil 0007 conta nº 7284-2.

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Uma história inspiradora

Um amigo acaba de me mandar este relato: há mais de 20 anos, ele ajudou um menino de rua da Venezuela, Edison, a escapar daquela situação.

Recentemente, ele recebeu um contato no Facebook do ex-menino de rua:

Eu nunca esqueci de você, você é muito especial para mim

Perguntado sobre o que anda fazendo, Edison, que hoje mora no Brasil, responde:

Eu estou trabalhando para ajudar crianças de rua–o que você acha disso, meu amigo?

Você pode ler a conversa integral aqui: http://ruzikejiao.com/2010/10/26/wonderful-harvests/

Quando as pessoas dizem “você não pode fazer isso”, e todas as razões pelas quais é impossível, nós nos preparamos para mostrar que sim, nós de fato podemos. Você pode tirar crianças sarjeta, você pode salvar pessoas vivendo na rua que nunca tiveram nenhuma oportunidade, que vieram de lares falidos, e você pode ajudar essas pessoas a viverem vidas maravilhosas e efetivamente se tornarem o fundamento de uma nova sociedade. (Taddy Blecher, citado por Roger Martin no livro The Opposable Mind)

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A realidade que vamos ajudar a mudar

Wellington faz as tarefas da escola em pé, na mesa da cozinha, onde não há cadeiras. A família não possui livros de literatura, nem lápis de cor ou giz de cera. Ele carrega o lápis, a caneta e a borracha no bolso. Não tem mochila ou estojo.

O pai de Wellington tenta, mas não pode ajudar muito o menino porque só estudou até a 5ª série do ensino fundamental. Avisa todos os dias aos filhos que só o estudo pode mudar a dura vida da família, que ainda sonha com a casa própria.

A realidade de Wellington, que mora em Apuarema, no interior da Bahia, se assemelha à de centenas de crianças da cidade (e do País). Não aparece nos números que medem a qualidade da educação nacional e suas complicações não foram suficientes para fazê-lo desistir de estudar. Pelo menos, por enquanto.

Leia o artigo Conheça a realidade por trás dos números que avaliam a educação no Último Segundo.

Agradecimentos para Alexandre A. Rocha pela dica.

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Desafios que estamos dispostos a atacar

Baixa qualidade do ensino público, que atende 86% dos estudantes brasileiros

Entre as mil melhores escolas do país, 91% são particulares. Entre as dez primeiras, apenas uma instituição pública. Um dado muito preocupante considerando que 86% dos estudantes frequentam escolas públicas.

Numa escala de 0 a 10, apenas 5,7% das escolas conseguiram alcançar nota 6 na avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação (Ideb).

Um dos mais elevados índices de analfabetismo do mundo

11% da população acima de 15 anos não sabe ler e escrever adequadamente. O índice coloca o Brasil em 9º lugar no ranking de analfabetismo da América Latina, atrás, entre outros, de Suriname (10,4%), Colômbia (7,2%), Chile (4,3%) e Argentina (2,8%).

Não bastasse isso, cerca de 15% da população com idade entre 15 e 24 anos é considerada analfabeta funcional – ou seja, são pessoas que frequentaram a escola, mas conseguem apenas ler apenas textos curtos, como cartas, e lidar com números em operações simples, como o manuseio de dinheiro.

Fonte: Revista Veja (16 de agosto de 2010).

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A situação é grave, mas vamos seguir o exemplo da Índia, que está conseguindo trazer esperança para a população carente olhando além das estatísticas, e concentrando os esforços em tratar cada criança como um indivíduo. Veja a apresentação de Shuckla Bose na conferência TED (legendas em português estão disponíveis).

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Que tal ajudar a mudar esse cenário?

De cada 3 reais gastos com projetos sociais no Brasil, apenas 1 vai para projetos de longo prazo, como os da área de educação. O restante é destinado à assistência paliativa, como a campanha do agasalho e a distribuição de comida a moradores de rua. Os brasileiros costumam abrir a carteira para ações de resultado mais imediato, enquanto os estrangeiros preferem as duradouras. Com a redução da caridade externa isso terá de mudar.

Ao mesmo tempo em que caminha para se tornar a quinta maior economia do mundo, o Brasil ainda tem grandes bolsões de miséria e um dos piores índices de desigualdade social do mundo.

A cidade de Manari em Penambuco, por exemplo, tem um índice de desenvolvimento humano (IDH) equivalente ao de países miséraveis e conturbados como Afeganistão, Serra Leoa e Nigéria.

Fonte: A caridade foi para outro lugar
Data: 02/08/2010 Veículo: VEJA Autor: Duda Teixeira

E você, o que vai fazer para ajudar a mudar essa situação?

(Agradecimento para Ana Beal pela dica).

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